Uma vila medieval na Itália, uma linda e encantadora Vila do Livro

A ligação de Montereggio, na Toscana, com o título de única Vila do Livro de toda Itália vem de longe. No século 16, vendedores de almanaques e livros (incluindo livros proibidos), viajavam pela Itália e exterior até o começo do inverno, quando retornavam para Montereggio. Essa atividade passou para as gerações seguintes e alguns dos descendentes dos vendedores do século 16, abriram suas próprias livrarias e se tornaram editores. Atualmente, em torno de 150 descendentes dos vendedores tem importantes livrarias pelo mundo. O interessante é que muitos dos livreiros, que saiam viajando e só retornavam para casa no início do inverno, não sabiam ler, mas sabiam da importância do mercado com o qual trabalhavam.

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Montereggio

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1808 e 1822 – Laurentino Gomes

1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil” e “1822 – Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado” não são romances, são livros-reportagem sobre a história do Brasil, Portugal e da corte no começo do século XIX até aproximadamente 1835. Apesar de não ser romance, a leitura é muito gostosa e que flui muito fácil.

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A Sacerdotisa de Avalon – Marion Zimmer Bradley

A Sacerdotisa de Avalon foi a última obra de Marion Zimmer Bradley, concluído por sua colaboradora Diana L. Paxson e publicado postumamente.

Neste livro, que se passa entre 259 e 329, a vida de Helena (ou Eilan) é contada. Cronologicamente, essa história se passa em paralelo com a história da segunda parte do livro A Senhora de Avalon, no qual Dierna é a Senhora de Avalon (resenha aqui).

Helena é a filha de uma Grã-sacerdotisa e um príncipe britânico, criada no mundo romano, mas destinada à Avalon. Vamos acompanhar a história de Helena, narrada por ela mesma, dos 10 anos aos 80 e poucos.

Sac Avalon

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Os livros favoritos de Chimamanda Ngozi Adichie

Quem acompanha o blog sabe que em 2016 conheci Chimamanda. Que maravilhosa descoberta! Desde então li Sejamos todos feministas (resenha aqui), Hibisco Roxo (esse livro é fortíssimo! tem resenha aqui) e Americanah (acho que é o livro mais conhecido dela. Já tem resenha aqui).

Em 2014 Chimamanda ganhou o prêmio National Book Critics Circle Award. Nessa época, ela listou para Oprah 5 livros importantes para ela, mas não necessariamente os mais importantes da vida, pois isso poderia incluir mais 50 livros, livros diferentes tiveram diferente importância em diferentes fases da vida.

Como eu sempre quero saber o que pessoas que eu admiro gostaram de ler, estou sempre atrás dessas informações.

Os livros indicados por Chimamanda foram (para ler o comentário completo – em inglês – acesse esse link):

A Flecha de Deus – Chinua Achebe

“Eu achava que livros não podiam incluir pessoas como eu”
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Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

Mais um livro maravilhoso da Chimamanda!

Diferente de Hibisco Roxo (resenha aqui), Americanah é um livro muito mais leve, mas não deixa de tocar em assuntos sensíveis. É uma leitura muito tranquila, nem parece que o livro tem 500 páginas.

Americanah é a história de Ifemelu desde a adolescência. Há partes do livro mais detalhadas, e períodos que são contados superficialmente. Obinze é um personagem super importante da história, mas para mim o livro é a história dela (o amor deles é parte dessa história).

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