A Sacerdotisa de Avalon – Marion Zimmer Bradley

A Sacerdotisa de Avalon foi a última obra de Marion Zimmer Bradley, concluído por sua colaboradora Diana L. Paxson e publicado postumamente.

Neste livro, que se passa entre 259 e 329, a vida de Helena (ou Eilan) é contada. Cronologicamente, essa história se passa em paralelo com a história da segunda parte do livro A Senhora de Avalon, no qual Dierna é a Senhora de Avalon (resenha aqui).

Helena é a filha de uma Grã-sacerdotisa e um príncipe britânico, criada no mundo romano, mas destinada à Avalon. Vamos acompanhar a história de Helena, narrada por ela mesma, dos 10 anos aos 80 e poucos.

Sac Avalon

Helena representará uma figura importante do mundo romano. Quebrando regras durante um festival de Beltane, quando já era uma sacerdotisa de Avalon, vai ser expulsa e construir uma vida romana, ser a esposa e mãe de futuros imperadores.

Adoro os livros que envolvem fatos históricos. Em Os Corvos de Avalon, a história da rainha Boudica foi contada (resenha aqui). Nesse livro, o destino nos leva a vida do imperador Costantino. Constantino foi um grande imperador, grande conquistador, o imperador que destruiu Bizâncio para construir Constantinopla (pouco ego…) e que foi um dos pilares para a expansão do cristianismo. Até Constantino, o império era laico, “aceitava” todas as religiões (haviam tempos de perseguições, mas não existia A religião do império). Constantino fez o cristianismo a religião oficial. Diversos símbolos/eventos cristãos são desta época (Primeiro Concílio de Niceia, construção da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém).

Mas Constantino tornara bem claro que pretendia reinventar a Terra Santa, substituindo a mitologia das crenças antigas pela das novas, tal como falava em fundar uma nova Roma para substituir a antiga capital com o seu peso de história. 

Não sei o quão correto está a parte histórica. Helena realmente existiu e o casamento entre ela e o pai de Constantino foi como contado no livro. Mas há diferenças, como a origem dela.

O livro nos mostra o processo de transformação do Império Romano de religiões pagãs para o cristianismo.

Perguntava a mim mesma se eles se veriam forçados a dividir os corpos para irem mais além – o osso de um dedo num local e um pé em qualquer outra igreja a milhas de distância. O bispo Macário tinha razão. As pessoas andavam famintas de provas físicas de que a sua fé existia tanto neste mundo como no céu.

O começo do livro achei bem arrastado, quando Helena é Eilan e ainda está em Avalon. Depois o livro fluiu muito fácil, e quando fatos e lugares históricos começam a ser narrados, a história voa.

Outros livros de O Ciclo de Avalon (resenhas na ordem cronológica da história):
A Queda de Atlântida – Marion Zimmer Bradley
Os Ancestrais de Avalon – Marion Zimmer Bradley
Os Corvos de Avalon – Diana L. Paxson
A Casa da Floresta – Marion Zimmer Bradley
A Senhora de Avalon – Marion Zimmer Bradley
As Brumas de Avalon – Marion Zimmer Bradley

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