Retrospectiva 2016

Esse ano, em geral, fiz boas escolhas de leitura. Li livros muitos bons, li livros que já estavam na lista há muito tempo, li mulheres, li brasileiros, li contos. Apesar de ter acabado o ano sem ler tudo o que gostaria, estou satisfeita com as leituras.

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Teve também alguns livros não tão bons, como A Queda de Atlântida e A Senhora de Avalon (resenhas aqui e aqui), que só segui a leitura porque são livros do Ciclo de Avalon (que incluem também A Casa da Floresta, Os Corvos de Avalon e Os Ancestrais de Avalon – resenhas no link dos livros), e eu queria conhecer a história de antes d’As Brumas de Avalon (resenha aqui). As Brumas de Avalon, sim, eu adorei. Como não li esse livro antes? Não sei. A visão das mulheres na lenda de Arthur, mulheres empoderadas e como as mulheres perderam autonomia com o crescimento do poder do cristianismo. O livro é focado na vida das mulheres, nas sacerdotisas de Avalon, que lutam por manter a deusa viva, e na ascensão do cristianismo na Inglaterra do século V.

O primeiro livro do ano, que já havia começado ano passado, foi O Mundo Assombrado pelos Demônios (resenha aqui). O tipo de livro que deveria ser estudado nas escolas. Outro livro relacionado à ciência foi Heavenly Intrigue, um livro que conta a vida de Kepler e Tycho Brahe, dois grandes astrônomos do século XVI-XVII (resenha aqui).

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Esse ano conheci Chimamanda. Já fazia um tempo que tinha a intenção de ler, mas sempre deixava para depois. No meio do ano li Sejamos Todos Feministas (resenha aqui). Depois de acabar A Casa da Floresta (resenha aqui), já estava um pouco cansada de fantasia, resolvi ler Hibisco Roxo, sem ter ideia sobre a história. Que livro! É um livro super pesado, saí de livros fantasia para a realidade nua e crua (resenha aqui).

Li The Help (A Resposta) – Kathryn Stockett após assistir o filme Histórias Cruzadas. Ambos, filme e livro, nos deixam pensando que é inacreditável o racismo ter perdurado tanto e tão forte até os anos 70 nos EUA. Mas daí ligamos a tv e vemos coisas semelhantes acontecendo em 2016, no Brasil e EUA.

Li contos brasileiros. Autores iniciantes (A Liga dos Fantoches – Guilherme Passos e A Anuência – Fernando Paladini) e descobri Bernardo Kucinski. Gente, leiam o livro de contos “Você vai voltar pra mim e outros contos” (resenha aqui). Uma ótima descoberta para finalizar o ano.


Mas o primeiro grande livro que li esse ano foi O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Brontë (resenha aqui). Muita gente se decepciona com esse livro, e acredito que a razão disso acontecer é porque é vendido como um livro de amor proibido. O livro é muito mais que isso. O livro é muito mais sobre ódio do que sobre amor. Uma pena Emily ter morrido tão nova, adoraria ler mais livros dela. Não li ainda nada das outras irmãs Brontë, mas espero ler pelo menos um em 2017.

No finalzinho do ano, acabei de ler Anna Kariênina e A Lista de Brett (Morgen Kommt ein Neuer Himmel – título em alemão). A Lista de Brett entrou na leitura do ano porque precisava ler alguma coisa em alemão e desde que vi a capa desse livro, me apaixonei. E sobre Tolstói, o que aconteceu esse ano que todo mundo estava falando de Tolstói? Talvez seja porque a Cosac Naify fechou e começaram várias promoções na Amazon, mas é impressionante a quantidade de gente falando sobre Tolstói. Queria ler Guerra e Paz faz um tempo, mas esse ano a atenção que os clássicos russos tiveram foi impressionante, e assim conheci Anna Kariênina, e o calhamaço de Guerra e Paz vai esperar.

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Li outros livros (Admirável Mundo Novo, O Homem do Castelo Alto – resenha aqui, Número Zero – resenha aqui, Alice no País das Maravilhas), mas não foram os que mexeram comigo.

Não li nenhum lançamento do ano e não pretendo ler nenhum lançamento em 2017, minha meta de leitura pro próximo ano já está quase fechada, e serão muitos calhamaços. A lista é uma coisa, a realidade provavelmente se alterará, veremos como será o ano.

Como foram as tuas leituras esse ano? Quais os melhores livros lidos? E já tem meta para 2017?

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3 comentários sobre “Retrospectiva 2016

  1. Pingback: Anna Kariênina – Liev Tolstói – Oh my livros!

  2. Oi, Rafa!
    Eu li bem menos do que gostaria em 2016 e deixei a desejar em muitos aspectos… Mais uma vez, não li nenhum autor nacional!:(
    Tive algumas gratas surpresas, como os livros da Liane Moriarty, que eu amei de paixão (principalmente O Segredo do Meu Marido) e também A Mulher Silenciosa, que foi o primeiro livro escrito por A.S.A Harrison, pois ela morreu pouco depois.
    Espero que em 2017 consiga resultados melhores.
    Beijos!

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